Takashi Akemi

Um jovem transmutador ansioso para moldar o seu destino

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Bio:

A busca por conhecimento sempre foi uma prioridade em minha vida. O próprio Himura Akemi foi mais um sensei do que um pai para mim. E apesar de eu ter aprendido as histórias e costumes de vários povos ao longo desses anos, a minha própria história é permeada de incógnitas.

O primeiro mistério é a minha mãe. Eu não entendo como um homem rígido e disciplinado como o meu pai (tão apegado às tradições!) se envolveu com uma varisiana em Magnimar. Minha tia, em uma de suas cartas, me disse que ela era uma mulher alegre, espontânea e cheia de vida. Tudo o que meu pai nunca foi. O assunto sempre foi tabu em nossa casa. Eu não sei por que ela partiu da cidade, mas deixou para trás um recém-nascido e um velho amargo.

A segunda incógnita diz respeito ao meu pai e Sandpoint. Quando os Kaijitsu e as outras famílias de Magnimar decidiram colonizar a região, Himura não seguiu com eles. Algo me diz que ele se arrependeu pelo resto da vida. Minha tia e seu marido, por outro lado, enriqueceram bastante na cidade. Acredito que tia Atsuii teria nos acolhido em Sandpoint se ele tivesse mudado de ideia, mas o ogrulho o manteve em Magnimar até a morte.

A terceira pergunta que me faço é por que Himura sempre quis tanto que eu me tornasse um arcano? Desde que minha aptidão para a magia foi notada, ele sempre gastou boa parte de seus recursos em meus estudos no Golemworks: comprou componentes mágicos, livro de magia e tudo o que eu precisava para aprender. Teria ele estudado magia na sua juventude? Se for o caso, por que nunca o vi conjurando um feitiço sequer? Por que nunca me ensinou nada sobre isso? Talvez ele estivesse investindo no meu futuro, querendo que eu me tornasse mais do que ele jamais conseguiu. É estranho pensar que Himura pudesse ter motivações altruístas.

Meu quarto e último mistério (até então!) diz respeito ao futuro próximo. Meu destino me leva a Sandpoint, essa cidade que sempre esteve à espreita: seja nas mágoas de meu pai, nas cartas de minha tia ou em meus estudos sobre o império Thassilon. Com a morte de Himura no ano passado, tive que vender a casa para bancar meus estudos. Mas agora não há mais nada em Magnimar para mim, meu mentor deixou claro que é hora de eu seguir meu rumo e aprender sozinho. Só me resta trilhar o caminho que o meu pai não fez. Espero que os anos de estudo tenham me preparado para essa jornada.

Algumas pessoas importantes ajudaram a moldar o que sou hoje e eu gostaria de comentar brevemente um pouco sobre cada uma delas.

Himura Akemi

Ele ainda era um infante quando partiu de Minkai e fez a longa jornada pela Coroa do Mundo até chegar à terra dos Reis Linorm. Eu nunca soube o que motivou esse êxodo de dezenas de tians quase meio século atrás. É uma das muitas coisas que Himura jamais me contou. Talvez ele mesmo não soubesse. O máximo que falava era do frio imenso que passaram e das ameaças inomináveis da região.

Anos mais tardes, ele se estabeleceu como um sábio em Magnimar; lecionava para os filhos de várias famílias desde as mais abastadas até algumas de pouco prestígio. Ele sempre reclamava que os nobres de Varisia não valorizavam conhecimentos refinados como em Minkai; tudo que eles queriam era que os filhos soubessem o suficiente para administrar os bens da família. Meu pai era muito apegado às tradições de nossos ancestrais e fez questão que eu tivesse uma educação diferenciada das dos nobres magnimarianos.

Era um homem amargo e rigoroso. Me fazia devorar dezenas de livros e me dedicar exaustivamente aos estudos arcanos. Ele achou que a Golemworks era um lugar melhor que a Pedra dos Advinhos para eu aprender a usar a magia arcana para conseguir dinheiro, visto que alguns nobres pagam fortunas pelos construtos criados ali. Não entendia ele que eram necessários muitos anos de estudo e bastante dinheiro para construir mesmo o mais simplório dos autômatos.

Reconheço que Himura foi um sensei competente. Graças a sua insistência e dedicação aprendi muito sobre várias áreas do conhecimento, além de ele ter patrocinado meus anos de estudos no Golemworks. Sem o seu esforço pessoal, eu não seria o que sou. No entanto, ele nunca foi uma pessoa afetiva, isso – aliado à ausência de minha mãe – me fez muita falta. Confesso que não derramei muitas lágrimas quando ele veio a falecer. Cumpri o meu dever e encomendei os ritos funerários apropriados; espero, com a graça de Irori, que sua alma tenha encontrado a paz.

Docente Aerodus

Assim como Himura, Aerodus era um homem bastante disciplinado mas, ao contrário do meu pai, era muito paciente e transformava cada equívoco de seus estudantes numa nova chance de aprendizado.

Takashi Akemi

Heroes of Sandpoint Nino Italo